levva no mundo: Portugal

Fizemos presença na maior e mais importante conferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo no mundo: @WebSummit, Lisboa 2021.

Em um momento de grande incerteza para muitos setores e, na verdade, para o próprio mundo, o Web Summit reuniu os fundadores e CEOs de empresas de tecnologia, startups, policymakers e chefes de estado para fazer uma pergunta simples: qual o próximo passo? Tudo isso no ecossistema empreendedor de Portugal, que figura entre os melhores da Europa.

WebSummit 2021

Confira os insights do de Marcelo Pinheiro – levva Global Tech Lead, residente em Portugal

Low-code/No-code

Grandes companhias de desenvolvimento de software no mercado começam a olhar para os avanços em produtividade quando se fala em criação de código repetitivo utilizando ferramentas de Low code. E o código repetitivo está muito mais presente no dia a dia do que gostaríamos de admitir basta perguntar a qualquer desenvolvedor front-end quantas vezes teve que desenvolver uma paginação de tabela, ou ainda, quantos CRUDS um desenvolvedor backend teve que codar.

Fato é que boa parte das tarefas que se realizam hoje em programação são repetitivas, e se teria muito a ganhar com soluções completas onde essa parte repetitiva do desenvolvimento fosse abstraída para processos mais simples. E eu sei que você se preocupa, querido desenvolvedor e querida desenvolvedora.

“Essa soluções vão roubar nossos empregos

vocês dizem
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Mas fique tranquilo(a), já que o nome certo a se dar pra este tipo de solução seria “Not-so-much-code-but-youstil-need-a-little-bit-of-it” (vou patentear este termo). Isto porque a ideia das soluções não é substituir o desenvolvedor de software e, sim, torná-lo mais produtivo, se valendo da máxima de que os problemas reais, que precisam de análise técnica profunda, conhecimentos em escalabilidade e arquitetura de software, dificilmente conseguirão ser abstraídas para uma simples ferramenta de arrastar e soltar componentes.

E essa é a ideia que quer ser vendida pelos principais cases de Low-code/No-code. A Siemens, por exemplo, tem sua própria plataforma, e o esforço principal dela no Web Summit foi, ao mesmo tempo que mostra a plataforma no mercado, convencer a comunidade de desenvolvedores que aquilo é uma mudança bem-vinda na produtividade e empoderamento dessa classe de profissionais. Deram até chocolatinho para os devs (muito gostoso por sinal!). Quem duvida de alguém que dá chocolates? (Nunca ouvi a fábula de João e Maria na minha vida).

Low code/No code são ferramentas, como qualquer outra, da infinita gama que temos que usar todos os dias. E vale a máxima: não existe bala de prata. Resolve o problema de repetição, de códigos simples, de padronização, mas ainda existe uma infinidade de problemas a serem resolvidos pelos desenvolvedores. O bom desenvolvedor não é o cara que faz tudo do zero, mas aquele que aproveita as oportunidades de ser produtivo e entregar mais valor.

Blockchain/NFT/Soluções de propriedade

O assunto que TODO mundo no web summit falou. Sério, acho que uns 30% das talks envolveram alguma coisa sobre blockchain. Mas para entender o porque todo mundo tá falando a respeito disso, precisamos entender o conceito e as possibilidades.

Blockchain pode ser considerado uma base de dados, mas ao contrário de bases de dados centralizadas, onde apenas uma entidade (uma empresa, um banco, o dono dessa base de dados) pode inserir informações, o blockchain é uma base de dados distribuída, onde milhares de pessoas podem escrever e validar as informações inseridas.

Cada vez que uma informação é inserida nesta base de dados, ela é validada e inserida em um bloco com outras transações, e gera-se então uma assinatura específica para este bloco, levando em conta as informações do próprio bloco e do bloco anterior, o que impede que estas informações sejam fraudadas, por exemplo, modificando algum valor de uma transação (uma inserção) que já estava salva, pois essa modificação alteraria essa assinatura compartilhada e todo mundo saberia que ela é falsa ou foi modificada. Este novo bloco então é inserido em uma cadeia de blocos (por isso, blockchain), e aquela informação está salva e imutável.

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Desta forma, é possível ter um histórico de todas as transações de um determinado contexto e é por isso que o blockchain é tão utilizado para criptomoedas: todo mundo sabe o que todo mundo recebeu e gastou, então ninguém pode chegar e alegar que vai te enviar 20.000 reais em bitcoin sem realmente tê-lo, porque toda transação que você tentar fazer vai levar em conta o histórico da sua carteira para saber se você tem o saldo necessário para fazer determinada transação.

Ainda existe a vantagem de que um blockchain não pertence a ninguém, nem mesmo a pessoa que o criou. Porque uma vez que o blockchain está funcionando, várias pessoas podem ter cópias desta informação. Vamos supor então que, de um dia para o outro, o governo do Brasil resolve proibir criptomoedas.

Isso não teria impacto no valor de bitcoins que você tem na sua carteira, porque o blockchain do bitcoin está descentralizado em milhões de máquinas no mundo.

Isso foi um resumo do resumo do que é o blockchain, mas já conseguimos ter dimensão das possibilidades. Imagine usar essa tecnologia para determinar validade de documentos, ou transações de obras de arte, validade de exames e receitas médicas, e por aí vai.

E é aí que entra o NFT – a sigla traduzida significa Tokens Não Fungíveis. Para entendermos o que essas palavras querem dizer, é necessário, antes, conceituar o que é fungível.

Por exemplo, dinheiro é fungível, porque se eu te der uma nota de 10 reais e você me retornar duas de 5 reais, eu não vou ficar bravo porque, no fundo, o valor (10 reais) pode ser dissolvido em outras formas de notas.

Não fungível, no entanto, significa algo que, se dividido, perde seu valor e que são únicos, por definição. Obras de arte, por exemplo, são bens não fungíveis. Podem existir milhares de cópias da Monalisa, mas você sabe que a verdadeira é uma obra de arte antiga e caríssima e está no museu do Louvre.

WebSummit 2021

Vamos combinar que, “meia Monalisa” com certeza vale bem menos, senão nada, não é mesmo? O ponto do NFT é utilizar blockchain para garantir a “não-fungibilidade” de um determinado bem (asset) digital.

Propriedade intelectual de filmes, ilustrações ou músicas, chegando até em questões como Skins de Fortnite (ou qualquer outro jogo) e imagens raras, hoje valem milhares de reais, porque são exclusivas. Mesmo que alguém tirasse um snapshot do seu NFT, seria o equivalente as fotos que tiram da Monalisa. Não são a Monalisa.

Em um contexto palpável como o nosso, parece abstrato demais. É aí que entram novas experiências virtuais como o Metaverso, onde todos os bens serão virtuais e é preciso garantir a não-fungibilidade destes bens. Estamos no início dessa nova era distribuída, muita coisa ainda para acontecer. E saca só: você faz parte desse momento. Keep Up!

carreira

Trabalhar aqui é diferente, só quem tá dentro sabe. E quem tá fora, é louco pra saber. Para construir um grande negócio é preciso de grandes pessoas.

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